ECLIPSE


Eclipse tem analogia, com a escuridão, um período de indefinições e está ligado a mudanças inesperadas e desenvolvimentos descontrolados.

É um símbolo da mudança, escurece para a sombra se manifestar, respirar, ser acolhida ou banida.

Aurelio:
[Do gr. ékleipsis, pelo lat. eclipse.] Substantivo masculino.
1.Astr. Fenômeno em que um astro deixa de ser visível, totalmente ou em parte, ou pela interposição de outro astro entre ele e o observador, ou porque, não tendo luz própria, deixa de ser iluminado ao colocar-se no cone de sombra de outro astro.
2.Náut. Período de obscuridade entre dois lampejos consecutivos duma luz ou dum farol de navegação.
3.Fig. Obscurecimento intelectual ou moral.
4.Fig. Ausência, desaparecimento.

O CHAMADO


O que Deus quer de todos e de cada um, como o primeiro passo e preliminar necessária antes de que se possa realizar e dar a outros, é o autodesenvolvimento, a autopurificação e o autoconhecimento. É o ato de rasgar as máscaras, de rasgar todas as autoilusões a respeito de si mesmo e dos motivos exteriores. Deus espera isso de você. Quem quer que não seja feliz e harmonioso pode responder a si mesmo desta forma: "Eu não segui realmente o chamado de Deus". E assim só você mesmo será capaz de responder qualquer questão a esse respeito. Quão feliz você é? Quão equilibrado você é? Quão harmonioso é você "por dentro"? Isso não quer dizer necessariamente no exterior, pois você pode ter problemas externos, mas se você está verdadeiramente no caminho e preenche todas as coisas que Deus quer de você, não importa quais sejam as suas dificuldades exteriores, você necessariamente será feliz. E essa deveria ser a sua medida e confirmação de onde você está e do quanto está preenchido. Eu quero que cada um de vocês pense sobre o seguinte: "Quão feliz eu sou? Quão satisfeito estou com minha vida e comigo mesmo?". Se existe qualquer desarmonia ou insatisfação você então saberá a resposta.
Guia do Pathwork, palestra 17 - O chamado.

AGRADECIMENTO


Agradeço pelo ar que respiro, por hoje.

Pela consciência e inconsciência, pelo ego que faz o elo.

Pelo trabalho que permite distanciar-me e olhar para mim mesmo e entender, compreender, acolher, modificar e de novo respirar.

Agradeço pelo ar que respiro, hoje.

ACONSELHAMENTO


Dom Quixote lutava contra moinhos de vento, Sancho não o demolia de seus intentos... Quixote não leva em conta a realidade, mas não é por acaso que nós nos reconhecemos nele. Assim é porque privilegiamos o nosso imaginário. Também nós ouvimos sem escutar e enxergamos sem ver para impedir que o nosso desejo seja contrariado.
Para Freud, não é possível acabar com uma fantasia mostrando que a realidade é contrária a ela.
A fantasia resiste aos argumentos e só se transforma quando o próprio sujeito descobre a sua origem. Daí a razão pela qual a cura analítica se apoia na rememoração. O analista que se vale da realidade para convencer o analisando a abrir mão do que imagina é quixotesto no mau sentido.
Só é possível agir sobre o desejo fazendo outro desejo emergir. Isso é o que faz o analista se o analisando, ao contrário do Quixote, for capaz de escutar. E, mais ainda, se ele for capaz de se escutar. Como isso raramente no começo de uma análise, ambos tem de saber esperar. (excertos de Betty Milan, 26-05-10)

O processo terapêutico é auxiliado pelo uso dos florais: a vinda dos conteúdos confundem, parecem moinhos. Florais desfazem este engano, encaminham para o corpo através de sintomas, virando catarse e consciência.

PARA QUE SERVEM OS FLORAIS

Florais são energias vibracionais das plantas que trazem conteúdos da alma para a realidade psíquica.

Ao tomar florais, você se conecta a realidade pessoal, dissolve as confusões, pode fazer melhores escolhas, acelera o processo de autoconhecimento e, com tudo isso, passa a atrair pessoas e situações que realmente importam para sua vida.

Nossa alma - a energia que habita o corpo - adoece quando estamos descontectados com a realidade interior, mais sutil. Da alma, a doença se instala na psique, gerando os males da mente, e segue como manifestação física na forma dos sintomas e doenças.

Tome florais para não precisar tomar remédios. 

Experimente, marque uma consulta.

DUALIDADE DA DUALIDADE


A dualidade é realidade e é ilusão.
A realidade é a condição evolutiva atual - materia e alma, bem e mal, dia e noite, espaço e tempo, desejo e desapego.
A ilusão é a desconstrução da realidade - tudo é transitório, até a realidade.
A harmonia da dualidade é a sua aceitação, a contemplação da entropia - a desorganização critativa e expansiva, que por fim harmoniza.

Se o éon de Peixes foi governado, ao que tudo indica, principalmente pelo tema arquetípico dos "irmãos inimigos", por coincidência, com a aproximação do mês platônico imediato, isto é, do Aquário, coloca-se o problema da união dos opostos. Jung - Aion §142

Bom dia, bem vindo.

DEUS E OS ANIMAIS

Uma amiga me disse que nós somos para os animais o que os anjos são para nós.
Eu tinha a impressão, quando criança, que seríamos Deus para os animais assim como Deus seria para nós: grandioso e que poderia determinar nosso destino num átimo.

Hoje sei que Deus está dentro de nós, que ele é a vontade que "negocia" nossas vontades, tanto quanto somos verdadeiros para elas.
Por isso gostei da definição de que somos anjos, não deus, para os animais.
Ah, não podemos esquecer os vegetais, estes devem ser anjos para todo mundo, até para os anjos.

O SENTIDO DA VIDA


As três ferramentas que dão sentido à vida: autoconhecimento, aceitação e evolução.
O autoconhecimento é esse olhar para dentro tentando captar quem se é. Autoconhecer-se é entender as formas de agir nas situações inesperadas, é estar atento à fluência da vida, sem interferir nela, com a autoobservação compassiva - deixar acontecer e sentir, simplesmente sentir sem tentar julgar. Este sentir é o mapa do tesouro; o julgar é o desvio e a distância imposta que não leva ao lugar correto. A autoobservação que leva ao autoconhecimento é exercício em dois estágios: 1 - aprender a se autoobservar contemplativamente; 2 - apropriar-se de todos os fatos e emoções. Bem depois os ocorridos tomarão lugar próprio, e poderemos, daí sim, colocá-los em seus devidos lugar - o que serve e o que não serve mais como padrão de comportamento. Neste estágio, teremos oportunidade de continuar deixando a autoobservação contemplativa agir, afrouxando a força do ego e permitindo a emoção atuar junto ao consciente para tomada de decisões. 
A aceitação resulta da autoobservação contemplativa. Aceitar as situações boas e ruins com igual demanda energética é um desafio. Aceitar que as situações negativas tem o mesmo valor que as situações felizes. A partir do processo de descobrimento do sentido da vida, entender que a vida está sempre se adaptando permite-nos acertar ou errar, sofrer ou sentir alegria, posto que tudo é ilusão já que é transitório. Entender a  transitoridade das coisas, das pessoas, dos fatos, dos sentimentos - é caminho para a aceitação. A aceitação dá a leveza necessária para desapegar-se do que não faz sentido, tais como a autodefesa desnecessária, o medo e a ansiedade.
A evolução é o fruto. Evoluir significa estar preparado a partir do trabalho pessoal, olhar para o presente com tão menos certeza quanto menos ansiedade e mais alegria em si mesmo.

Bom dia.

MEDITAÇÃO


A meditação é uma das principais práticas da Sendna Óctupla.
As técnicas diferem conforme a seita - a sós ou em grupo, de olhos fechados ou semicerrados, em silêncio ou entoando frases. Muitos tipos começam com o praticante presntando atenção à própria respiração. Nisso não há nada de místico ou sobrenatural.
A cada inspiração e expiração, nossa percepção torna-se mais refinada, mais concentrada.
Inspiro e começo a perceber as sensações do corpo e do órgão que mais me distrai: a mente.
Expiro e sinto a tensão do corpo diminuir e me esforço para trazer a mente desgarrada de volta à respiração.
Nova inspiração - ar faz cócegas na ponta do nariz. Expiro e a dor no joelho diminui, a mente ainda vagueia, mas não seria melhor fazer alguma coisa mais útil com o tempo?... Inspiro: quem é o "eu" que teve este último pensamento?
Com sutileza cresente acabo compreendendo, às vezes com pesar, às vezes com alegria, o que o Buda descobriu: somos o que pensamos.
A meditação vipassana significa insight ou ver claramente.


 Luiz Solha´´Buda´´ - Óleo sobre tela - 1,80m X 1,30m - 2003

QUATRO NOBRE VERDADES

As Quatro Nobres verdades são baseadas nos ensinamentos do Primeiro Buda. São elas:

1. No mundo há sofrimento - físico e mental.

2. O sofrimento porvém do apego excessivo aos nossos desejos.

3. Eliminando a causa - o apego-, podemos eliminar o sofrimento.

4. Existe um método para eliminar a causa, chamado Senda Óctupla, um guia de comportamento e dos pensamentos "certos".

A Senda Óctupla é uma bússula moral que conduz a uma vida de sabedoria (compreensão e propósitos corretos), virtude (fala e meio de vida corretos) e disciplina mental (esforço, atenção e concentração).

Um dos principais métodos da Senda Óctupla é a meditação

PESSOAS ESPIRITUALMENTE INTELIGENTES

Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo;

2. São levadas por valores. São idealistas;

3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade;

4. São holísticas;

5. Celebram a diversidade;

6. Têm independência;

7. Perguntam sempre "por quê?";

8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo;

9. Têm espontaneidade;

10.Têm compaixão.

Zé Antônio, obrigado pela mensagem.

Homenagem ao arquétipo de Aries

As armas ensaia,
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,
Só pode exaltar.



(Da Canção do Tamoio, Antônio Gonçalves Dias)

Culpa & Consciência

Trazemos a culpa cristã como informação do Inconsciente Coletivo Ocidental. Essa questão não permite encarar a situação real por causa da culpa, a culpa indissolúvel que só merece o castigo.
A conscientização das situações, com o afastamento da culpa – sem julgamentos prévios, dando acolhimento e compreensão ajuda a dissolver este engano. O acolhimento permite respirar e trabalhar a construção de novas abordagens psíquicas, oferecendo-nos novas alternativas de atuação, sem recorrer aos padrões de comportamento arraigados, muitos deles provocados pelo círculo vicioso do erro – culpa – expiação.
Um novo olhar sobra a tríade erro – culpa expiação propõe a autorresponsabilidade como farol para o entendimento do preço a ser pago pelas atitudes. A idéia da culpa afasta a conscientização, a idéia da autorresponsabilidade convida para a reflexão e traz como conseqüência a ampliação da consciência.

APRENDER A AMAR

Banksy



"Nós voltamos porque não aprendemos a amar"

E, criando essa consciência vou caminhando, observando que minhas atitudes podem não ter o retorno que eu esperava porque não adicionei ali o amor, que os relacionamentos podem não ser tão frutíferos porque faltou amor.

O amor, força motriz da vida e da felicidade, onde ele está? Qual é a sua cara?

PORQUE A FITA BRANCA É TÃO CONTEMPORÂNEO

foto divulgação
O menino é o pai do homem, já disseram, o filme A fita branca confirma. Nossa história é traçada na infância. Depois que ficamos donos de nossa sorte, ou adultos, teremos de nos resgatar da infância, se houver condições propícias para isso. Agiremos repetindo os mesmos procedimentos que nossos pais nos incutiram: castigo, falta de amor e a desesperança por não acharmos merecedores de sermos amados. Mudar o rumo da tragédia anunciada faz parte da autorresponsabilidade, através do autodescobrimento.

A fita branca, de Michael Heneke, mostra a geração de um pequeno vilarejo alemão às vésperas da primeira grande guerra. As crianças do lugar bucólico sofrem a educação rígida protestante e cozinham ódio e revolta que, talvez seja essa a mensagem do filme, culmina na juventude nazista.

PORQUE NOS APAIXONAMOS

Quando o homem se apaixona, é movido por uma tempestade de neurotransmissores e hormônios. Ocorre a liberação de dopamina, com ativação dos receptores no córtex pré-frontal e provoca o comportamento semelhante ao do esquizofrênico - pensamento fixo e determinado em alguém. Quando se vê a pessoa desejada, outro neurotransmissor entra em ação - a serotonina, enxarcando o cérebro de sensação de bem estar e prazer. A testosterona faz o indivíduo ficar mais alerta, com os pensamentos voltados para a realização do que for necessário para conquistar o alguém que desencadeou todo este processo. Não se sente mais fome, tem-se dificuldade de dormir, e só se relaxa perto da pessoa "amada".
Tudo isso ocorre provocado pela paixão. E a boa notícia é que ela dura no máximo por dois anos (ah, não posso ser apaixonado a vida toda? sim, mas envolvendo outros sentimentos e não provocando essa enxurrada química no organismo).
Se acaba a paixão, bye bye? Vê-se muito isso. Por isso muitos casais perdem seus interesses por parceiro, e se mandam. Mas, para os seres adultos e que entendem seus objetivos de vida, a paixão vai diminuindo com a diminuição da influência dos neurotransmissores e hormônios e aumenta a participação de outro orgão: o coração. Tem-se a oportunidade de amar alguém. Amar passa a ser ver o outro sem o cavalo branco, sem as vestes do mundo. Passa-se a entender o sentimento terno, a vontade de cuidar, a preocupação com o bem-estar do parceiro. Surge, portanto, a parceria.
Amar é a consequência da paixão, mas nem sempre a paixão pode virar amor. Porque pode se apaixonar a cada esquina (depende da vontade de ser esquizofrênico de cada um, risos), mas não se pode amar o amor -
este, de parceria - tão fácil assim. Porque este amor é derivado da construção de sentimentos mais adultos, mais concretos que as sensação físicas provocadas pela paixão. O amor educa, fortalece, aquece, nos torna mais seguros perante a vida.
Se não for assim, não é amor. E não valerá a pena.
Porque nos apaixonamos? Para perpetuarmos a espécie e para formarmos família e nos diferenciamos dos outros animais.
Amamos quando nos tormanos humanos.

LIMITAÇÃO E LIBERDADE


Ao descobrirmos que, inconscientemente contribuímos, mesmo que sutilmente, com toda e qualquer experiência indesejável em nossas vidas, perdemos o medo do mundo.
Tornamo-nos livres quando enfrentamos e aceitamos nossas limitações.
Não seremos afetados pelas ações dos outros, quando internamente não há uma resposta a estas.
Guia do Pathwork

HANAMI - Cerejeiras em flor







Hanami (apreciar flores) é o nome para o Festival da Flor da Cerejeira, um dos vários MATSURI (festival) que são celebrados ao longo do ano. O Hanami abre o ano escolar e fiscal.

Um homem perde inesperadamente a esposa, ele que nem sabia ter seus dias contados por uma doença terminal. Parte para o Japão ao encontro de sua esposa, sua anima, tentando viver os desejos dela - usando suas roupas e experimentando seu gosto pelo Butô. Através do Butô - dança para a própria sombra - conhece outra parte de sua anima, através da jovem personagem Iou.

O filme é uma aula de Psicologia Jungiana. O pai herói que deixa os filhos sob cuidado da mãe, com intuito de ser o provedor e perde a intimidade com eles. A anima transferida para a esposa. A perda que transforma: o resgate da própria anima através do encontro, no Japão, com o Butô e com o Monte Fuji (tímido, pois vive coberto pelas nuvens).

As cerejeiras em flor são a transformação, o prenuncio de um outro tempo.

CARNAVAL



Alimentar os peixes, cuidar dos gatos e plantas, rir das escolas de samba de SP, deslumbrar-se com as escolas do Rio.
Carnaval - carnevale, carne que se vai. Fica o quê? Depende do que se fez... Eu fiquei bem quieto aqui, na cidade vazia. Quase vazia, acho que estão descobrindo que o charme desta cidade está nesses momentos em que a massa vai atrás da obrigação de ser feliz nos feriados.
Ano novo chinês no Templo Zulai.
Bons filmes, A fita branca e Hanami - Cerejeiras em flor. Ainda relutando para ler Jung in loco. Fiz alguns mapas e meditei sobre o ano de Vênus que começa em março.
Silêncio, céu azul, e está tudo ótimo.